Esse tumblr virou um tumblr de retrospectivas, enfim.
Vou usá-lo para registrar as minhas listas de 2010, afinal, listas é uma das coisas que eu mais gosto de fazer no final de ano.
TOP 10 VIDEOS
10. Devendra Banhart - Foolin
9. Little Comets - The Isles
8. Die Antwoord - Evil Boy
7. Breakbot - Baby I’m Yours (feat. Irfane)
6. The Temper Trap - Love Lost
5. Klaxons - Twin Flames
4. James Blake - Limit to you love
3. Jonna Lee - iamwhoiami (todo o projeto)
2. Health - We are water
1. El Guincho - Bombay
A primeira vez que eu assisti a Toy Story não foi no cinema, foi na casa da professora Lilian. 1995, 5 anos, jardim 2 do Sonho Infantil, a escolinha na rua de trás da minha casa. A professora Lilian foi a mais legal de todas as professoras da minha infância, e no dia em que ela me levou com um grupo pequeno de alunos até a sua casa para conhecer a história do Woody e do Buzz, eu me senti realmente especial. A gente se acomodou na garagem dela, e assistimos, todos encolhidinhos, ao primeiro filme em 3d de nossas vidas. De primeira eu achei aquilo tudo meio estranho, meu parâmetro de desenho ideal era Rei Leão, mas com o tempo Toy Story acabou me conquistando.
Hoje eu assisti ao terceiro filme da série e me senti meio Andy. Ok, entrei na faculdade há 2 anos atrás, mas é inevitável não lembrar da zona que eu fazia aqui na sala de casa, jogando todos os brinquedos pelo tapete, criando mil universos diferentes com vilões, mocinhos, super reviravoltas e tudo o que as histórias mais legais do mundo precisam ter.
Acho que isso é coisa de filho único, a gente acaba dando um valor tão tão grande pros nossos brinquedos que eles acabam se tornando os nossos melhores amigos. Eu conhecia e me recordo de cada um deles, afinal, é pra eles que eu recorria quando minha mãe brigava comigo, algum garoto idiota enchia o saco na escola ou meu pai não vinha me visitar. Eles estavam sempre ali, eram meus e me entendiam.
Diferente do Andy, não consegui guardar os mais especiais num baú antigo, meus priminhos sempre vêm aqui em casa e acabam encontrando um lego ou cavaleiro do zoodíaco guardado em algum lugar, e eu, com aperto no coração, sempre os “empresto”, sabendo que provavelmente não voltarão para cá tão cedo. Tudo bem, porque eles não fazem a linha destruidores de brinquedos, e porque eu gosto de vê-los criando outras histórias para os meus tão conhecidos personagens.
A verdade é que é muito estranho pensar nessas coisas de infância, especialmente nessa fase em que a gente ainda não sabe se cresceu, se é o que a gente chamava de “adulto” há uns dez anos atrás, ou ainda não. E eu não gosto de pensar nisso, mas indico Toy Story 3 pra todo mundo, se você tem um filho, faça isso por ele. É um filme lindo. Mais uma vez a Pixar usou a técnica infalível de ganhar o jogo nos 15 primeiros minutos, revivendo a infância do Andy junto com os seus brinquedos e avisando aos espectadores que o garoto tinha crescido.
Diferente de Wall-e e Up, que também têm inícios geniais porém tornam-se um pouco cansativos no decorrer do filme, Toy Story conseguiu me envolver do começo ao fim, mas talvez você não devesse levar essa afirmação a sério, afinal, cresci junto com o Woody, só podia ser assim.
Talvez eu seja a pessoa mais suspeita do mundo para falar sobre isso, mas a 59 productions tá fazendo um trabalho lindo na produção da turnê do Jónsi (Sigur Rós), que começa em abril deste ano.
E nem precisa falar o quanto eu sonho em ver isso ao vivo, aqui no Brasil.
Talvez eu seja a pessoa mais suspeita do mundo para falar sobre isso, mas a 59 productions tá fazendo um trabalho lindo na produção da turnê do Jónsi (Sigur Rós), que começa em abril deste ano.
E nem precisa falar o quanto eu sonho em ver isso ao vivo, aqui no Brasil.
A idade média e o que Rob Carter pode nos ensinar.
A idade média e o que Rob Carter pode nos ensinar.

O que Where the wild things não é:
- O melhor filme do mundo
- Um filme para ver em 3D
- O filme definitivo sobre monstros e crianças
- O filme definitivo sobre crianças e monstros
- Fofinho
- A melhor coisa que o spike jonze já fez na vida
- A melhor adaptação de livros para o cinema
- Um ganhador de Oscars
- Um filme para crianças
- Um filme para adultos
- Um blockbuster
- Um filme indie
- Um soco no estômago
- Um divisor de águas
- Um feel good movie
O que Where the wild things are é:
Uma história linda, pra toda a vida, que emociona quem compreende o que a Clementine disse pro Joel debaixo das cobertas. E que supreendeu as minhas expectativas sim.
E vocês devem saber o quanto eu e a ari estávamos esperando por isso.
Não é segredo para ninguém que a forma de obter conhecimento se transformou muito nos últimos anos, e que maneira tradicional de ensinar, conhecida ás vezes como escola, pouco evoluiu.
Enquanto uma reforma educacional de verdade não acontece, existe gente por aí mudando esse cenário. Um exemplo disso é o Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, que eu conheci pela Samara Werner, diretora do projeto e palestrante da 1ª edição do TEDxSP.
A ideia é estimular o conhecimento e a criatividade através das tecnologias de comunicação e informação, que gera inclusão social até por meio de games e redes sociais. Para conhecer mais sobre o trabalho da Suzana, indico esse link aqui.


Parecida com o Oi Futuro é a escola para crianças de NY Quest to learn, criada em 2006. Baseada em design e inovação, a q2l acredita que a interatividade é uma grande ferramenta para o ensino. O interesse das crianças pelas mídias digitais é um fato, e transformar isso em uma arma na hora de ensinar é uma escolha bem esperta.

Ao mesmo tempo em que o ensino deve sofrer uma “digitalização” das grandes, a notícia da inauguração da Escola de Xamãs no rio Aiari, no Amazonas, me chamou bastante a atenção. Com o apoio da Fundação para Estudos Xamânicos da Califórnia (EUA), a escola tem o objetivo de incentivar a prática do xamanismo tradicional, promovendo o cultivo de plantas medicinais e a arte xamânica.
Projetos como estes, tanto para recuperar uma cultura em risco, quanto para aproveitar um hábito já existente nos jovens e transformá-los em matéria para a educação são super bem-vindos. A dica é propagá-los o quanto for possível, para notícias assim se tornarem cada vez mais comuns no nosso dia-a-dia.
Um dos blogs mais legais de todos os tempo, o Fast Company, postou um artigo bem bacana sobre a crise das revistas, assunto que você deve conhecer muito bem.

Nesse texto, apresentou os dados de janeiro publicados pela nytimes, mostrando uma situação não tão ruim assim, pelo menos em alguns casos. The Economist é um belo exemplo disso, as vendas e os lucros com publicidade só aumentam. Ouvi uma vez, através da dona @arianelira, um discurso do Pedro Dória sobre essa publicação. O lance da revista inglesa é que ela não vende um conteúdo de fácil propagação, é para um público bem exclusivo, que certamente não me inclui. É informação para consumir, mas não sair divulgando por aí. O futuro das revistas talvez esteja justamente nesse segmento.

Nesse segmento e também nas mãos de um tal de iSlate. O produto, que a Apple deve anunciar no próximo dia 26, promete ser a altenativa mais bem bolada para o velho papel impresso, deixando finalmente a leitura das revistas agradável, útil e simples. Sinto que Steve Jobs quer, de uma vez por todas, dar um jeito nesse assunto, que há tempos dá o que falar. É esperar pra ver.